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sábado, 15 de dezembro de 2012

WTF Cristão IV

Ou, como NÃO consolar as pessoas após uma terrível tragédia:


"Cerca de 20 crianças receberam O MELHOR PRESENTE DE NATAL POSSÍVEL... a presença do nosso deus e nosso senhor Jesus Cristo! Obrigado Tom Thompson por essa perspectiva" - John Rennard.

A insensibilidade de certos cristãos querendo de alguma forma justificar os atos daquele atirador é surpreendente. E ainda teve 41 pessoas que gostaram do comentário!

Então quer dizer que na visão desse doente, o assassino fez um favor àquelas crianças? Será que os pai e familiares que estão sofrendo deveriam agradecer ao atirador? Que tipo de mente deturpada poderia chegar a uma conclusão dessas?

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Autoridades islâmicas irão emitir uma Fatwa contra Malala Yousafzai

Radicais islâmicos residentes na Inglaterra anunciaram que irão emitir uma fatwa contra Malala Yousafzai, a menina de 15 anos que ficou mundialmente famosa ao levar um tiro na cabeça por pregar pela educação para garotas no Paquistão, documentando abusos do regime em seu blog pessoal desde 2009.

Anjem Choudary, o clérico islâmico anunciou que
irá emitir um fawta contra Malala.
Anjem Choudary, o controverso clérico islâmico que é co-fundador da organização islâmica al-Muhajiroun, e que prega pela destruição dos infiéis no Twitter, salientou que o fatwa não pedirá pela morte da menina, apesar de que um anúncio oficial de apostasia já é suficiente para execução sumária em qualquer lugar.

"Se alguém se apostata da fé, como essa mulher, se aliando aos americanos e dizendo que a pessoa favorita dela é (Barack) Obama, e que ela não quer a Sharia ou a hijab e que quer viver em um país secular, então ela se coloca em uma situação precária", diz o clérico islâmico que reside em Ilford, Londres.

"Não é surpresa o que aconteceu a ela no Paquistão. Malala é madura para o islã, ela não é imatura, ela atingiu a idade que consideramos adulta."

Omar Bakri, outro co-fundador da al-Muhajiroun, disse: "A única solução é a implementação da Sharia. Ela (Malala) precisa enfrentar a justiça em uma corte islâmica". Já sabemos o que isso significa....

Malala ganhou milhares de presentes e cartas
de apoio do mundo inteiro.
Malala foi levada para o hospital Queen Elizabeth em Birmingham para tratamento depois de escapar da morte por centímetros quando a bala estilhaçou no seu cérebro no dia 9 de outubro. Lá, ela recebeu milhares de presentes e cartas de apoio vindos do mundo inteiro. Ela tinha 11 anos quando começou a relatar em seu blog como era difícil ter uma boa educação para ela e suas amigas.

Agora, Anjem Choudary vive em um país secular, faz uso de sua liberdade de expressão e de todas as comodidades do mundo ocidental, e não apenas critica a menina por querer o mesmo, mas a ameaça de morte por isso.

Certamente ele não representa todos os islâmicos, mas uma pessoa dessas ter voz ativa em uma religião é um disparate, e demonstra a falha moral e ameaça que ela representa para a população. Pessoas como ele querem implementar a Sharia no resto do mundo, e vão lutar por isso sempre que possível, ameaçando milhares de muçulmanos que saíram de seus países de origem justamente para escapar desse sistema injusto e cruel.

Fonte: UK News.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Igreja bane as crianças para manter o pastor que abusou sexualmente de menores

Parece matéria de sites de humor, mas é verdade.

O pastor Darrell Gilyard pode pregar tranquilamente
na igreja, desde que não tenha crianças presente.
A igreja Christ Tabernacle Missionary Baptist Church na Flórida preferiu manter o pastor Darrell Gilyard, condenado a três anos de prisão por assalto e estupro de uma menor de idade, e tentativa em outra em 2009. Solto em condicional, a justiça permitiu que ele voltasse a pregar na igreja, porém sem a presença de crianças. Aliás, ele não pode ter nenhum contato com menores enquanto não for aprovado pelo psicólogo que trata do programa de terapia para ex-condenados.

Testemunhas dizem que não foram apenas essas duas garotas as suas vítimas, mas que ele tinha o hábito de seduzir jovens meninas ao longo de 3 décadas. Ele dizia para as meninas que ele era "o único" que poderia amá-las de verdade, mandando mensagens, aconselhando em portas fechadas, chamando em horas suspeitas, etc.

Agora, quando uma igreja prefere aceitar um pastor pedófilo e banir as crianças a gente pode dizer com certeza que tem alguma coisa muito errada com essa religião. A única dúvida que fica é:


Fonte: The Christian Post.

sábado, 17 de novembro de 2012

O caso das crianças acusadas de bruxaria

Quatro anos depois de eu ter legendado e publicado no youtube um vídeo sobre crianças nigerianas em Akwa Ibom que estavam sendo acusadas de bruxaria por pastores evangélicos, finalmente surgiu uma notícia boa: uma nova lei foi introduzida no país que proíbe esse tipo de prática.

O governo nigeriano alega ter gastado esforços e dinheiro para ajudar centenas de crianças que são abandonadas pelos próprios familiares sob a acusação de serem bruxas ou estarem enfeitiçadas de alguma forma. Elas são recolhidas pelo governo e colocadas em orfanatos, livres das surras, injúrias e maus tratos, e lá recebem abrigo, alimentação e educação.

No entanto, mesmo com a implementação da nova lei, há quem diga que o governo ainda não está fazendo o suficiente para essas crianças. Clifford Thomas, membro da Organização de Direitos Civis da Nigéria, diz que muitas igrejas ainda estão por trás da estigmatização das crianças, e que o governo precisa olhar para essas igrejas e dar um basta nisso.

Ainda não há estatísticas de quantas pessoas já foram presas ou acusadas desde que a lei entrou em vigor, mas sabe-se que nenhum caso de novas crianças sendo acusadas de bruxaria vieram à luz desde então, o que parece indicar que os pastores evangélicos da região estão mais cautelosos.

Esperemos que as coisas melhorem para essas crianças. Seria necessário ainda uma campanha de conscientização, ensinando a população sobre os males de levar essas superstições a sério, a pensar no bem estar de seus filhos, a perceber que bruxaria não existe, e, sobretudo, a não confiar em pastores!

Fonte: Al Jazeera News



Esse é o vídeo que eu legendei em 2008:



sexta-feira, 25 de maio de 2012

Qual a diferença?


quinta-feira, 24 de maio de 2012

WTF cristão II

Passeando pela internet eu dei de cara com isso aqui, o que parece parte de um livro educacional cristão para crianças:


Posso falar várias coisas de errado e até perturbadoras nessa imagem, sendo que Jesus baixando a calça de uma menina expondo a calcinha dela e dando uns tapas no bumbum a pior delas, então vou tentar ignorar isso por enquanto e deixar por último.

No texto está escrito:

"Mas quando algumas vezes somos bem maus ou tolos e fazemos coisas que sabemos ser erradas, o Senhor pode retirar a sua proteção e deixar que nos machuquemos ou fiquemos doentes como punição por sermos tão mal criados.

Algumas vezes é por isso que ficamos doentes, porque o Senhor está nos dando palmadas por sermos mal criados. Quando ficamos doentes deveríamos orar e perguntar ao Senhor por quê."

Acho extremamente perigoso e displicente ensinar crianças que quando ficam doentes ou se machucam é porque Jesus as está punindo por serem más. Isso pode levá-las a um sentimento de culpa e sofrimento injustificado, um tormento psicológico na qual elas não merecem passar. Isso para mim se equipara a abuso infantil.

Podemos imaginar o que passa na cabeça de uma criança que sofre de leucemia, o que será que ela pode ter feito para merecer ser punida desse jeito?

Péssima teologia, remanescente dos tempos da idade de bronze quando o homem achava que terremotos, secas e furacões eram punições divinas pelo mau comportamento do povo. Infelizmente muita gente ainda acredita nessa bobagem, e passam seus traumas e seus medos a crianças inocentes.

E outra coisa, orar e pedir para deus explicar o por quê do sofrimento não adianta nada (Jó que o diga). A única coisa que a criança vai ouvir é a sua própria voz na cabeça, e achar que é deus, Jesus, anjos, etc, alimentando a ilusão e os seus medos.

Crianças precisam de compreensão, amor e carinho, e não de neuroses, medos e dúvidas.

Explicar que é a "vontade de deus" ou "castigo divino" que uma criança esteja sofrendo uma horrível doença degenerativa chega a ser doentio.

Mas não tão doentio quanto a imagem de Jesus batendo no traseiro de uma criança... para isso só uma imagem me vem à cabeça:

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Uma pechincha!


quinta-feira, 10 de maio de 2012

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Freiras são repreendidas pelo Vaticano

A principal organização de freiras católicas dos Estados Unidos, a Leadership Conference of Women Religious (LCWR), foi duramente reprimida após uma investigação do Vaticano que descobriu que ela estava gastando muito tempo em assuntos de pouca importância, tais como ajudar os pobres e os doentes, e não estavam dando atenção a assuntos mais importantes como o casamento homossexual e o aborto.

A LCWR, que tem cerca de 1500 membros, em seu site alegam estar surpresos e perplexos ao receberem uma carta da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano (CDFV) - o nome dado à antiga Suprema Sagrada Congregação da Inquisição Universal Romana.

A CDFV, nessa carta, alega que:

"Apesar de feito um grande trabalho por parte da LCWR em promover justiça social em harmonia com a doutrina social da Igreja, ela se cala sobre o direito à vida desde a concepção até a morte natural, uma questão que é parte integrante do debate sobre o aborto e a eutanásia nos Estados Unidos."

e:

"Ainda mais, assuntos de crucial importância para a vida da Igreja e da sociedade, como a visão bíblica da Igreja sobre a família humana e a sexualidade, não fazem parte da agenda da LCWR em acordo com os ensinamentos da igreja."

Então é isso, aparentemente essas freiras estão muito moderninhas e tem a audácia de pensar por conta própria, e por isso é necessário colocá-las no seu devido lugar. Quem se importa com os pobres e os doentes? É o que as pessoas fazem consensualmente na privacidade dos seus lares o que importa!


Pois é, uma das poucas coisas úteis que as igrejas fazem para a sociedade, que são os atos de caridade, estão em plano secundário em prol da invasão do direito de escolha da mulher e estilo de vida pessoal de cada um. Ao invés de incentivar a espalhar o amor e a solidariedade, pelo contrário, incentivam a propagar o preconceito e o ódio!

Informações com Msnbc.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Dez motivos para ser contra o casamento homossexual

1) Ser gay não é natural. Cidadãos de verdade rejeitam tudo o que não é natural, como óculos, poliéster, ar condicionado e comida congelada.

2) Casamento gay encoraja as pessoas a se tornarem gays, assim como ficar perto de pessoas altas te faz ficar mais alto.

3) Legalizar o casamento gay vai abrir as portas para todo o tipo de comportamento maluco. Pessoas vão poder até casar com seus animais de estimação, porque cachorros e gatos tem apoio jurídico e podem assinar contratos nupciais.

4) Casamento heterossexual existe há muito tempo e nunca mudou. As mulheres ainda são propriedade do homem, pessoas negras ainda não podem casar com pessoas brancas, e o divórcio ainda é ilegal.

5) O casamento heterossexual vai perder o sentido se o casamento gay for liberado. A santidade do casamento de ocasião de 55 horas da Britney Spears seria destruído.

6) O casamento gay não é válido porque não pode produzir filhos. Casais gays, casais inférteis e idosos não podem se casar porque nossos orfanatos ainda não estão lotados, e o mundo precisa de mais gente.

7) É claro que casais gays vão criar filhos gays, da mesma forma que casais heteros só produzem filhos heteros.

8) Casamento gay não é apoiado pela minha religião. Em uma teocracia como a nossa, os valores de uma religião são impostos em toda a população. É por isso que só existe uma religião nesse país.

9) Crianças criadas por casais gays não vão crescer saudáveis sem um pai e uma mãe. É por isso que é expressamente proibido que pais solteiros criem filhos.

10) O casamento gay vai mudar as bases da nossa sociedade, e nunca iremos nos adaptar às novas regras sociais. Da mesma forma que não nos adaptamos aos automóveis, à economia, à tecnologia e ao aumento da expectativa de vida.

domingo, 22 de abril de 2012

Homossexuais no Irã buscam a "cura" na mudança de sexo

"Nem mesmo animais... cachorros e porcos realizam esse ato nojento [da homossexualidade], ainda assim eles [os políticos ocidentais] aprovam leis em favor deles em seus parlamentos" - Aiatolá Abdollah Javadi-Amoli, clérico e político iraniano.

Assim disse um dos mais proeminentes cléricos islâmicos da atualidade, o aiatolá Abdollah Javadi-Amoli.

Mahmoud Asgari, 16, e Ayaz Marhoni, 18, sendo enforcados
em praça pública pelo crime de homossexualidade.
Ele disse isso em um país onde ser homossexual é crime passível de morte sob a lei Sharia. Novas emendas aprovadas por assembleias islâmicas estabelecem a punição de 100 açoites para a prática homossexual, se o acusado participou de forma ativa no ato sexual, e pena de morte para aquele que participou de forma passiva. Isso é o que eles chamam de "reformas", aos olhos da opinião pública internacional.

Um fenômeno interessante está ocorrendo tanto no submundo gay quando abertamente nas comunidades: para evitar as duras penas para os crimes de homossexualidade, muitos gays estão se submetendo a operações de mudança de sexo.

Estranhamente, mudança de sexo não é considerado "haraam" (pecado) pela lei islâmica. Ou seja, um homossexual que mudou de sexo é aceito pelo governo sem problemas (apesar de ainda enfrentarem problemas com suas famílias).

A explicação para isso é simples: no islamismo só é considerado pecado aquilo que está explícito no Corão. Homossexualidade está. Mudança de sexo, não (nem poderia, pois esse procedimento não existia na época de Maomé).

Essa lógica deturpada está forçando homossexuais a passar pela cirurgia contra a vontade, apenas para satisfazer a sociedade e continuar vivo. Nesse caso, a mudança de sexo é vista como uma "cura" para a homossexualidade.

Os vídeos abaixo mostram o drama de alguns desses homossexuais que são forçados a mudar de sexo para agradar a sociedade. Em um deles, um diz:

"Eu estou sendo forçado a fazer a cirurgia... por causa dessa sociedade... Essa sociedade que diz que você tem que ser ou homem ou mulher... essa sociedade está me forçando a isso"

Quando é perguntado a outro: "Se você não estivesse no Irã, você faria a cirurgia?". A resposta: "Não".

Isso ocorre porque nem todos os gays são transexuais. Muitos se vestem como homem, agem como homem, e usam seus órgãos sexuais como homens. No entanto, se eles fizerem isso em sociedades islâmicas, eles são agredidos, espancados, presos e torturados, porque seus trejeitos são femininos (o mesmo acontece com as mulheres lésbicas). Assim, para se sentirem um pouco mais seguros, eles entram com o processo de mudança de sexo, mas para isso precisam pedir autorização do governo. Se comprovarem que farão mesmo a cirurgia, eles recebem um documento permitindo que utilizem roupas do sexo oposto nas ruas, para não correrem risco de serem apanhados pelos esquadrões da moralidade que rotineiramente fiscalizam as cidades.

É dessa forma que fica uma sociedade regida por leis teocratas bárbaras de eras atrasadas, que insistem em  se meter na vida alheia, forçando as pessoas a ser aquilo que elas não querem, a agir de acordo com um padrão estabelecido, a propor uma "cura" para algo que não tem nada de errado, e a impor aos outros o seu modo arcaico de vida.

Seguem os vídeos, infelizmente, ainda sem legendas em português, mas quem puder assistir, eu recomendo:













quarta-feira, 18 de abril de 2012

Por que ateus tem tanta raiva?

Dois vídeos muito instrutivos, legendados em português, que explicam muito da "raiva" que os ateus sentem pelas religiões.

Recomendado a todos os crentes.

Parte 1:



Parte 2:



42 meninos mortos por duas ursas. Mais um milagre!

Essa é uma daquelas histórias que não vemos sendo contadas nos cultos e missas domingo de manhã. E não é para menos, pois muitos crentes sequer ouviram essa passagem um dia, e os que a conhecem preferem ficar quietos de vergonha.

Muitos ateus já devem conhecer essa história. Trata-se da passagem em que Eliseu, o profeta sucessor de Elias, que havia recém "subido aos céus em um redemoinho" (aham, senta lá, Cláudia), estava indo em direção a Betel, quando no caminho encontrou algumas crianças, as quais começaram a caçoar dele por causa de sua careca. Eliseu, testando seus novos superpoderes de profeta, não aceitou o bullying muito bem, e amaldiçoou as crianças "em nome do SENHOR", e eis que do mato saíram duas ursas, e desmembraram 42 daqueles meninos..

Certamente uma história linda para contar aos seus filhos!


2 Reis 2:23 Então [Eliseu] subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe: Sobe, calvo; sobe, calvo!
2 Reis 2:24 E, virando-se ele para trás, os viu, e os amaldiçoou no nome do SENHOR; então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos.
2 Reis 2:25 E dali foi para o monte Carmelo de onde voltou para Samaria.

Tem muita coisa que pode ser dita a respeito dessa história ridícula e grotesca.

A primeira, a mais óbvia, é a do caráter desse "homem de deus", que se enfurece por tão pouca coisa, e joga sua ira em crianças que sequer conheciam as consequências dos seus atos. E por causa do quê? De falta de cabelo? Um homem santo não deveria estar acima dessas coisas terrenas? E por que não dar apenas um susto nas crianças? Tinha que "despedaçá-las", como diz a bíblia?

Interessante, inclusive após o incidente, Eliseu não parece ter dado muita bola para o cenário de pedaços de crianças espalhados em meio a um banho de sangue. Apenas seguiu seu caminho tranquilamente para Betel!

Não se sabe ao certo se foi Eliseu quem enviou as ursas, ou se foi deus. A bíblia apenas diz que ele amaldiçoou as crianças. Mas isso não muda nada; se foi Eliseu, foi com a permissão de deus. Se foi deus, então a pequenez de espírito e falta de caráter é do próprio deus, por "se doer" por uma simples gozação de crianças.

Já houve crentes que disseram em suas tentativas de explicação que não se travam de crianças, mas de "anões". Desculpa esfarrapada, pois as palavras hebraicas usadas são "qatan na`ar", que significa "pequenos garotos", com idade variando entre infância e adolescência. E mesmo que fossem anões, faria alguma diferença? A passagem seria menos cruel ou repugnante?

Outra coisa que deve-se notar é como é que duas ursas conseguiriam apanhar 42 crianças. A não ser que elas fossem ursas ninjas sayajin with lasers from hell, é muito improvável que elas conseguissem realizar esse feito.

O fato é que esse número - claramente exagerado - não tem nada a ver com a realidade, pois o 42 é um número cabalístico especial para os israelitas antigos. A explicação é muito simples. Deus gosta do número 7, que significa a perfeição, plenitude, fim, acabamento. Na verdade essa preferência não veio de deus, e sim de influência pagã, a partir dos 7 corpos celestiais errantes que eram conhecidos na época, e eram considerados deuses: o Sol, a Lua, e os 5 planetas visíveis a olho nu, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. O politeísmo foi abandonado pelos israelitas, mas o número 7 continuou especial.

O número 6 então é considerado imperfeição, falta, defeito, e geralmente associado com o homem e com a maldade. 42 é o resultado de 6x7, ou seja, a perfeita maldade, representando o caráter daqueles meninos. Mostra o quão maus eram esses meninos, e como mereciam ser despedaçados por ursas selvagens (42 aparece em outras partes da bíblia, sempre associado de alguma forma com a maldade, em Juízes 12:5-6, 2 Reis 10:14, e Apocalipse 11:2 e 13:5).

Ou seja, é apenas uma história inventada, com a intenção de apresentar algum tipo de moral para as pessoas. Qual é essa moral? Oras, é essa aqui:



sábado, 14 de abril de 2012

Bispos lançam campanha para desobedecer "leis injustas"

Paróquias e dioceses nos Estados Unidos lançaram uma campanha nesta quinta-feira (12) em defesa dos direitos de liberdade religiosa e para que católicos lutem contra leis que eles consideram injustas.

Por injustas eles falam de leis que obrigam as igrejas a obedecerem as mesmas leis que vale para todos, mas que vão de encontro com suas crenças. Por exemplo, a obrigação de permitir a adoção de crianças de orfanatos católicos por casais do mesmo sexo. Muitas igrejas estão fechando os orfanatos para não precisar obedecer a lei, ou seja, na cabeça "pura" e "santa" desses cristãos, eles preferem ver crianças abandonadas nas ruas do que serem adotadas por homossexuais. Outra medida da qual são contra é a obrigação de fornecer anticoncepcionais e assistência para o aborto em jovens meninas vítimas do tráfico e exploração sexual.

"De forma sem precedentes, o governo tanto força instituições religiosas a facilitar e a promover idéias contrárias aos seus ensinamentos morais, quanto define quais instituições são 'religiosas o suficiente' para merecer proteção por sua liberdade de crença", diz o documento de 12 páginas assinado pelos bispos.

Engraçado, eles alegam que seus direitos estão sendo violados quando suas entidades pastorais e beneficentes são obrigadas pelo governo a praticar ações que vão de encontro com seus dogmas, mas não reclamam que essas entidades recebem isenções e benefícios do governo por serem consideradas religiosas. Como o governo financia essas instituições, elas devem servir a toda a sociedade, não apenas aos ideais católicos.

A conta é muito simples: quer receber benefícios do governo, então atenda à sociedade inteira, baseado nos ideais da sociedade com um todo. Quer seguir estritamente os seus ideais religiosos? Então abra mão dos benefícios do governo. É claro que as instituições podem aconselhar as pessoas de acordo com suas crenças, mas não podem obrigá-las a obedecê-las, nem forçar o governo a criar leis especiais para eles.

Então, ao invés de simplesmente agir de forma cristã e obedecer o governo, conforme o apóstolo Paulo disse, preferem fechar as portas e jogar crianças adolescentes carentes nas ruas. Aposto que Jesus ficaria orgulhoso.

Informações com Associated Press.

domingo, 8 de abril de 2012

sábado, 7 de abril de 2012

A disposição para matar seu próprio filho

Incrível como uma das cenas mais louvadas pelos cristãos, mais famosas, cantada em hinos, representada em desenhos animados, é na verdade uma das mais abomináveis histórias que alguém poderia inventar: a disposição de matar seu próprio filho.


Gênesis,22:1E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.
Gênesis,22:2E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.

Podemos perguntar que tipo de pai estaria disposto a matar seu filho. Ou, que tipo de deus obrigaria alguém a cometer tal ato. Mas a questão aqui é diferente: é como os cristãos amam uma história horrível dessas.

Abraão e Isaque, por Peter Bentley.

Está certo que Abraão não assassinou seu filho, mas somente porque deus o impediu; ele passou no teste de fé ao qual foi submetido, por um deus que supostamente já sabia qual seria o resultado (acho que deus estava apenas sem ter o que fazer, e quis sacanear com Abraão).

O que os cristãos diriam de alguém que estivesse disposto a matar seu filho hoje em dia? Será que eles achariam bonito também? Será que eles seriam capazes de fazer o mesmo, se escutassem vozes de deus na cabeça? Ou, no mínimo, gostariam de ter essa fé?

Com esse ato de fé, Abraão foi recompensado com a promessa de que seria o povo escolhido de deus. Deus adorou a disposição dele em matar o seu filho!  Afinal de contas, deus também tinha planos para matar seu próprio filho, Jesus, mais para frente. Deve ter pensado: esse cara é dos meus!

Gênesis,22:16E disse: Por mim mesmo jurei, diz o SENHOR: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho,
Gênesis,22:17Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos;

Abraham en Isaac, de  Rembrandt, 1634.
No entanto, não é dessa forma que devemos pensar. Não devemos achar essa história bonita. Quando solicitado a matar seu próprio filho, Abraão deveria ter dito um enfático NÃO! Não é assim que o ser humano deve agir, não é uma atitude louvável. Matar pessoas, quanto mais seu próprio filho, para agradar a deuses, não deve ser um motivo de orgulho, deve ser de vergonha. É uma vergonha para a humanidade que essa lenda ainda seja passada de geração a geração, de pais para filhos, e de clérigos para fiéis, ano após ano, como se fosse uma linda história com uma linda moral. Não é! A história é horrível e a moral pior ainda: obedeça cegamente a deus ainda que ele mande cometer crimes bárbaros que você será recompensado. Que porra de moral é essa?

Não consigo encontrar beleza alguma nessa história. Certamente ela pode ter feito sentido há muito tempo atrás, quando a humanidade não era esclarecida o suficiente para entender como era o mundo ao seu redor, e como funciona a verdadeira moralidade. A moralidade na qual todos os seres humanos são tratados com respeito e igualdade, e não baseada em crenças absurdas de povos antigos, resumida simplesmente a "deus disse, então tá". Somos melhores que isso.

Mais uma vez, cristãos: Ter disposição para matar seu próprio filho não é virtude, é insanidade! E compactuar com isso é compactuar com a loucura.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Injustiças Divinas III - Deus mata lentamente um bebê

Davi, o comedor, agora estava de olho na mulher de Urias, Bate-Seba, quando a viu tomando banho. Assim, mandou buscá-la e cometeu adultério com ela - mas só após ela estar "limpa de sua imundície", fique bem claro. Ela acabou engravidando. Assim, Davi elaborou um plano para que Joabe, comandante das tropas, enviasse Urias à guerra na frente da batalha, para que morresse e pudesse ficar com a mulher definitivamente para ele. Isso desagradou a deus. Toda a história está no capítulo 11 de 2 Samuel:

2Samuel,11:2E aconteceu que numa tarde Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista.
2Samuel,11:3E mandou Davi indagar quem era aquela mulher; e disseram: Porventura não é esta Bate-Seba, filha de Eliã, mulher de Urias, o heteu?
2Samuel,11:4Então enviou Davi mensageiros, e mandou trazê-la; e ela veio, e ele se deitou com ela (pois já estava purificada da sua imundícia); então voltou ela para sua casa.
2Samuel,11:5E a mulher concebeu; e mandou dizer a Davi: Estou grávida.

(...)

2Samuel,11:14E sucedeu que pela manhã Davi escreveu uma carta a Joabe; e mandou-lha por mão de Urias.
2Samuel,11:15Escreveu na carta, dizendo: Ponde a Urias na frente da maior força da peleja; e retirai-vos de detrás dele, para que seja ferido e morra.
2Samuel,11:16Aconteceu, pois, que, tendo Joabe observado bem a cidade, pós a Urias no lugar onde sabia que havia homens valentes.
2Samuel,11:17E, saindo os homens da cidade, e pelejando com Joabe, caíram alguns do povo, dos servos de Davi; e morreu também Urias, o heteu.

Deus não gostou nada dessa atitude (não a de tomar mais uma mulher para si, fique bem claro, mas a do adultério e do plano de matar Urias; Davi acumulou centenas de mulheres e deus não se incomodou nem um pouco...) e enviou o profeta Natã para repreendê-lo.

Primeiro, numa típica atitude machista e patriarcal da idade de bronze, deus promete que as mulheres de Davi serão estupradas em plena luz do dia por alguém de sua própria família:

2Samuel,12:11Assim diz o SENHOR: Eis que suscitarei da tua própria casa o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres perante este sol.
2Samuel,12:12Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei este negócio perante todo o Israel e perante o sol.

Segundo a bíblia, foi seu próprio filho Absalão quem fez isso, como vemos em 2 Samuel 16:21-22:

2Samuel,16:21E disse Aitofel a Absalão: Possue as concubinas de teu pai, que deixou para guardarem a casa; e assim todo o Israel ouvirá que te fizeste aborrecível para com teu pai; e se fortalecerão as mãos de todos os que estão contigo.
2Samuel,16:22Estenderam, pois, para Absalão uma tenda no terraço; e Absalão possuiu as concubinas de seu pai, perante os olhos de todo o Israel.

Ou seja, além de serem escravas sexuais do rei com a autorização de deus, elas também são violentadas para servir de punição contra o pecado de Davi! Mas isso não é tudo...

O que acontece a seguir é uma das mais abjetas e desprezíveis atitudes que o deus do Velho Testamento Jeová comete: para punir Davi pelo seu pecado, ele mata seu filho recém nascido.

2Samuel,12:13Então disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR perdoou o teu pecado; não morrerás.
2Samuel,12:14Todavia, porquanto com este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos do SENHOR blasfemem, também o filho que te nasceu certamente morrerá.

E se não bastasse tirar uma vida inocente, nem mesmo lhe concede a dignidade de uma morte rápida e indolor; pelo contrário, o deixa agonizando por sete dias antes de morrer:

2Samuel,12:15Então Natã foi para sua casa; e o SENHOR feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, e adoeceu gravemente.
2Samuel,12:16E buscou Davi a Deus pela criança; e jejuou Davi, e entrou, e passou a noite prostrado sobre a terra.
2Samuel,12:17Então os anciãos da sua casa se levantaram e foram a ele, para o levantar da terra; porém ele não quis, e não comeu pão com eles.
2Samuel,12:18E sucedeu que ao sétimo dia morreu a criança;

Esse é o deus que os crentes adoram. Há alguma justificativa para uma atitude abominável dessas de um deus que dizem ser de amor e compaixão? Alguma racionalização genial que explique que um deus de amor e justiça tire a vida de uma criança inocente para punir o seu pai?

Deus de amor? Não! Deus da tortura, deus da injustiça, deus da vingança, deus da morte.

Interessante que se observarmos esse episódio do ponto de vista secular, ou seja, de que a bíblia foi escrita por seres humanos sem nenhuma inspiração ou intervenção divina, tudo faz sentido: é claro que os sacerdotes daquela época não tinham o conhecimento necessário para saber de todas as enfermidades que acometem na infância. Provavelmente ela ficou doente por um motivo qualquer, e na ignorância daquele tempo a sua morte foi atribuída à vontade de deus - até por talvez ser notório que ela era fruto de um adultério e de uma trama de assassinato. Isso não quer dizer obviamente que o fato tenha acontecido de verdade. Não há indícios que Davi tenha existido realmente. Provavelmente foi só a transcrição de uma tradição oral, ou algo que aconteceu com qualquer outro rei, e depois foi atribuído a Davi. Mas essa era a explicação que fazia sentido na época.

No entanto, se olharmos do ponto de vista religioso, no qual deus inspirou divinamente cada trecho da bíblia e tudo o que está lá é verdade, e a criança morreu realmente para servir de punição a Davi, então deus se torna uma das criaturas mais desprezíveis que já existiram, além de contradizer outras passagem bíblicas que mostram que deus não pune as pessoas pelos pecados dos outros.

Não tem saída, matar um bebê recém nascido e torturar mulheres inocentes por causa do erro de outra pessoa não tem justificativa diante de um deus que se considera bom e justo; não foi feita bondade nem justiça nesse caso. A única saída é admitir a verdade: que a bíblia foi escrita por homens ignorantes que sequer conheciam o mundo ao seu redor e os males que os afligiam, e a única explicação que tinham é a de que "foi deus quem quis".

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Igreja evangélica proíbe uniões interraciais

Suzie Harville foi proibida de participar da igreja da qual pertenceu desde criança por causa da cor da pele do noivo com quem vai se casar, nos Estados Unidos.

Não, isso não foi antes de 1967, ano em que a Suprema Corte americana revogou as leis que proibiam casamentos interraciais. Isso foi em 2011, em Kentuky. A igreja batista Free Will ("livre arbítrio", que nome mais irônico) não recebeu bem a união entre a moça e seu noivo negro, que originalmente veio do Zimbábue.

Suzie e seu noivo tocavam no coral quando o pastor avisou ao pai da moça que eles não eram mais bem vindos na igreja e que ela "podia levá-lo onde quer que o tenha encontrado". Em seguida foi apresentada uma nota com o estatuto da igreja, dizendo que a proibição de casamentos interraciais é para "promover uma união maior entre os membros". A questão é como promover união maior separando e segregando indivíduos.

O pastor da igreja não foi ouvido porque não quis dar entrevistas. Pena, gostaria de ver os argumentos dele.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Afegã é condenada a 12 anos de prisão por ter sido estuprada

Aos 21 anos, a afegã Gulnaz permanece na cadeia desde os 19, quando foi estuprada pelo marido de uma de suas primas. O crime foi de prática de sexo fora do casamento - adultério - mesmo que tenha sido contra a vontade dela. A pena dada foi de 12 anos de cadeia. A alternativa, segundo as autoridades que a julgaram, seria se casar com o estuprador (Já vimos que essa prática é ensinada também na bíblia, talvez como forma de "proteger a honra da família", já que os desejos da vítima não importam em nada).


Gulnaz preferiu a cadeia, mais por medo do que possa ocorrer com sua filha de 2 anos, fruto do estupro. Ambas, mãe e filha, correm risco de vida. Por ter desonrado a comunidade, sua própria família busca matá-la.

Por mais absurdo que possa parecer, esse tipo de condenação é comum no oriente médio, fruto de uma mentalidade bárbara e tão atrasada que parece ter parado no tempo.

Informações com a CNN.

Update: Após pressão internacional, a mulher foi libertada, após concordar em se casar com o estuprador. Autoridades afegãs dizem que a decisão do casamento foi escolha dela... mas até que ponto isso seria verdade? Não se pode confiar nesse tipo de justiça, onde a palavra da vítima não vale nada. Segundo ela, também, a pena inicial era de 2 anos, e após a apelação foi aumentada para 12 sem justificativa alguma.